Profeta Verde lança candidatura em SP: "quero dar voz ao maconheiro!"

09/27/2016

 

 

Como todos sabem, 2016 é ano de eleições e dessa vez teremos mais candidatos do que nunca levantando a bandeira canábica na disputa eleitoral. No Rio, por exemplo, André Barros e Renato Cinco apresentam opiniões bem claras e propostas interessantes contra a fracassada guerra às drogas.

 

Em São Paulo, um dos criadores da Marcha da Maconha, Fernando Silva, ou melhor, o Profeta Verde lança neste ano de 2016 sua candidatura a vereador pelo PSOL na cidade de São Paulo e nós entrevistamos o candidato para saber um pouco mais sobre sua história e sobre a luta que vem construindo pela conscientização da população e legalização da maconha.

 

Como conta Fernando, o Profeta Verde surgiu como uma maneira de despersonalizar a luta pela legalização, “Eu criei o personagem para a Marcha da Maconha mas não é uma coisa minha, pelo contrário, eu acho que é mais no intuito de abrir a questão para que outras pessoas tomem para si o protagonismo na luta, a partir do personagem”.

 

Sobre as chances de ganhar, Silva é realista: “a campanha é feita por voluntariado e doações, estou fazendo isso para ganhar experiência e para divulgar a mensagem e ver o quanto a galera está disposta a embarcar nessa causa com a gente. Acho que temos muitas dificuldades para ganhar sim, mas a candidatura é um caminho para chegar em Brasília, e lá, tentar mudar alguma coisa. Vou precisar da ajuda dos eleitores, dos militantes, e quero traçar estratégias para encontrar as pessoas, a favor e contrárias à legalização também.”

 

Diante do momento político acirrado, o Profeta diz que “o caminho para o debate é a empatia. Quando você polariza a questão, fica difícil entender o outro lado, porque as pessoas estão mais preocupadas em falar do que em ouvir, o caminho é a convergência, buscar naquele que pensa diferente de mim um ponto em comum.”

 

Segundo Silva, as maiores dificuldades para abrir uma conversa sobre a maconha são “a falta de informação, a mentalidade conservadora e o medo que os usuários tem de falar sobre isso com quem não é do meio. No Brasil há uma profunda relação moral com a droga que é difícil de tirar das pessoas, e isso acaba prejudicando muito o debate.”

 

Se eleito, o candidato canabista disse que tem propostas para desenvolver na área da saúde pública, assistência social, assim como na segurança pública, buscando um maior diálogo com a polícia e em cultura e educação. “Nenhuma mudança ocorre de forma muito rápida na história da sociedade, nada regride ou avança com muita rapidez, então eu percebi que se não tem ninguém em Brasília lutando por isso, então vou eu mesmo!”

 

Resta saber agora quão pronta a sociedade brasileira está para falar de questões como essa de forma aberta, democrática e politizada.

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