As strains canábicas mais raras dos dias atuais

01/10/2017

 

 

México, Angola, Líbano, Colômbia, Grécia, Tailândia e Índia, o que todos esses países têm em comum? São todos berços de algumas das strains mais raras do planeta que se tem notícia até hoje. Mostrando que raridade pode vir de qualquer lugar do mundo, a cannabis continua impressionando por sua beleza exuberante e diversidade de fenótipos e sabores.

 

Proveniente do país latino da América do Norte, a Oaxacan Highland fez muito sucesso nos Estados Unidos durante as décadas de 60 e 70. Porém, com o crescimento da violência na região mexicana e por conta de cruzamentos sucessivos que acabaram por quase erradicar sua linhagem pura, essa strain encontra-se hoje quase extinta, embora muitas outras tenham surgido por sua causa.

 

A Angola Roja, também conhecida como Liamba, é uma das strains mais populares do país africano e tem uma história antiga que data desde antes da invasão portuguesa em 1575. Com a ocupação do terrítório angolano, a cannabis africana foi exportada para outros continentes, e acredita-se que algumas strains das Américas Central e do Sul descendam dessa raridade. Com a proibição em vigor no país atualmente, o acesso é dificultado, porém a Roja continua sendo uma das mais populares no continente africano.

 

A Lebanese, como o próprio nome ja diz, vem do país árabe, onde existem dois tipos principais de haxixe, vermelho, menos psicoativo e rico em canabinol e  amarelo, que é a versão mais rara e psicoativa, feito com plantas indicas mais novas que suas parentes vermelhas. Alguns bancos de sementes desenvolvem um trabalho de preservação da linhagem, porém estas variedades são raríssimas em lojas e dispensários.

 

Já na América do Sul, a Colômbia é um dos principais países com uma grande variedade de cannabis. Punta Roja e Colombian Gold são algumas das mais populares e famosas, porém a Colombian Red representa uma das landraces mais difíceis de se cultivar pela sua tendência ao hermafroditismo, porém, bancos de sementes vêm tentando estabilizar sua genética para uma melhor performance no cultivo.

 

Um país que aparece pouco nos headlines canábicos mundo afora, a Grécia é lar da Kalamata, uma strain predominantemente sativa que tem ancestrais na Ásia. A strain possui um alto percentual de THC, e infelizmente, devido às restrições de leis anti-drogas, é bastante difícil de se encontrar a espécie em qualquer lugar do país.

 

Uma das espécies que mais causa debate entre os amantes canábicos é a Thai Stick, pela falta de precisão sobre seus aspectos, características e até, se a strain é de fato uma landrace. Alguns argumentam que Thai Stick refere-se à cannabis embebida em ópio, outros dizem que é simplesmente cannabis amarrada em bambus, não importando a strain. Há ainda aqueles que acreditam que a linhagem original da Thai Stick já não exista mais, embora espécies tailandesas não sejam incomuns em dispensários.

 

Para fechar a lista, a Parvati, uma strain tipicamente indiana, é a flor usada para fazer o famoso charas, porém, em sua forma de bud, é muito rara de se encontrar, visto que sua região de origem é remota e de difícil acesso. A strain é tão rara que não há informações precisas sobre a quantidade de THC e CBD que ela possui.

 

A lista é mais uma mostra de como a cannabis é diversa e exuberante, porém, a raridade dessas strains também suscita como o ser humano lida com a planta, por vezes, de forma predatória e irresponsável, podendo extinguir algumas das melhores espécies desta planta magnífica.

 

 

Fontes: http://www.cannabisculture.com/content/2005/06/28/4280

http://herb.co/2016/08/15/rarest-weed-strains/

Imagens: herb.com/

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