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Como enfrentar o estigma na indústria canábica?

01/14/2017

 

 

Apesar das recentes mudanças e avanços de vários países em relação à cannabis, ainda existem muitos percalços a serem vencidos. O estigma que a maconha ainda carrega, infelizmente, é um dos principais problemas com o qual os trabalhadores da indústria canábica precisam lidar.

 

Até mesmo em lugares onde a maconha é regulada, como na Califórnia e no Colorado, os cidadãos que decidiram fazer da cannabis um meio de vida ainda tem de lidar com situações constrangedoras e de certa maneira, um preconceito que ainda resiste em boa parcela da população.

 

O ganjapreneur e autor do livro Big Weed, Christian Hageseth, conta em um dos primeiros capítulos, um episódio no qual ele, que à época era dono de um dispensáro em Denver, teve de lidar com uma situação tensa com a polícia local.

 

Hageseth, ao vender sua produção excedente de cannabis em um estacionamento, foi abordado junto a seu parceiro por uma policial que atendeu a um chamado de "troca de plantas". Certo de que estaria em problemas com as leis conflitantes dos Estados Unidos, o ganjapreneur foi surpreendido quando a policial liberou os dois, não sem antes dar uma mostra do que está acontecendo na sociedade americana, "vocês sabem que estão brincando com fogo, certo? Ninguém está nos orientando sobre como lidar com esse novo negócio de cannabis legal"., disse a policial num misto de frustração e resignação. 

 

Apesar de gerenciar um negócio legal, Hageseth tem de lidar com pessoas como a policial que o abordou, que durante toda a vida foram instruídos e ensinados de que a maconha era ruim para a sociedade. No momento em que a mudança ocorreu, o mundo e as relações também mudaram, mas as pessoas continuam presas à velhas crenças e dinâmicas.

 

Por esse motivo, quem trabalha com cannabis nos dias de hoje, seja nos EUA, no Uruguai, ou mesmo no Brasil, tem de lidar com inteligência e jogo de cintura a falta de percepção dessa mudança de paradigma que muitas pessoas insistem em não reconhecer.

 

O diretor executivo da Associação Nacional da Indústria Canábica dos EUA, Aaron Smith afirma que, "os negócios da cannabis geram bilhões de dólares em taxas e excedentes, fazem a economia girar e criam milhares de empregos".

 

Além de toda a bonança econômica gerada pela movimentação financeira, a indústria da cannabis ajuda as pessoas, sejam elas pacientes, trabalhadores e até mesmo usuários recreativos, e por conta disso, os trabalhadores que fazem parte desta nova atividade econômica precisam ser reconhecidos como tal, como ganjapreneurs, como cultivadores, como pessoas que geram e distribuem riquezas e bens imateriais também. Está na hora de um novo mundo, preparem-se.

 

Fontes: http://www.thecannabist.co/2017/01/10/marijuana-jobs-industry-faces/70971/

Livro Big Weed, Christian Hageseth

Imanges: bostonglobe.com/; herb.co/; greenrushdaily.com/

 

 

 

 

 

 

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