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Projeto visa dar suporte a pacientes em tratamento com cannabis medicinal

02/01/2017

 

Enquanto a justiça brasileira aos poucos vai apresentando avanços nas decisões referentes ao uso medicinal da maconha, autorizando recentemente o casal Fábio e Maria Aparecida de Carvalho, pais da Clarian, de 13 anos, que sofre da Síndrome de Dravet, uma doença rara que causa epilepsia, a cultivarem maconha para o tratamento de sua filha, no campo acadêmico os benefícios medicinais da planta também começam a atrair pesquisadores.

 

Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a professora do Departamento de Análise Clínicas e Toxicológicas da Faculdade de Farmácia, Virgínia Martins Carvalho, pós-doutorada em Toxicologia, apresentou o Farmacannabis, um projeto que visa dar apoio farmacêutico aos pacientes de cannabis medicinal brasileiros, através da análise dos teores de medicamentos importados, especialmente dos Estados Unidos, mas também os produzidos de forma artesanal, averiguando os níveis de CBD e THC.

 

Para Virgínia, é importante dar suporte aos pacientes, especialmente aos que não possuem recursos e acabam aderindo à práticas caseiras de extração. “Assim como o médico que não se recusa a acompanhar a terapia (que está funcionando) com o extrato artesanal também nós, farmacêuticos, não podemos nos recusar a analisar seus extratos, avaliar risco toxicológico de tratamentos farmacoterapêuticos é uma prioridade em saúde pública e uma obrigação ética do farmacêutico”, explica.

 

Contando com a parceria da Associação de Apoio à Pesquisa e Pacientes de Cannabis Medicinal (APEPI), o projeto Farmacannabis pretende ainda disponibilizar os dados analisados nos medicamentos e extratos, partilhando conhecimento com médicos e pacientes possibilitando melhoras nos tratamento conforme o medicamento utilizado. “É importante prover apoio diretamente os pacientes que já estão em tratamento, e permitir a geração de dados que podem ser utilizados nas futuras ações de saúde”, diz a professora.

 

Entretanto, para tornar isso possível, e trazer ainda mais avanços para o uso medicinal da maconha no Brasil, como o fitomedicamento à base de cannabis para tratar epilepsia refratária, que já conta com um grupo de pesquisa, o Farmacannabis está  com uma arrecadação rolando no coletivo Catarse. Para colaborar basta acessar o link https://www.catarse.me/farmacanabis.

 

Fontes: Projeto de Extensão Universitária Farmacannabis-UFRJ

https://www.catarse.me/farmacanabis

Entrevista Virgínia Martins Carvalho, professora de Toxicologia da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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