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Empreendedor do ramo canábico conta como foi viver o Verão da Lata

06/26/2017

 

Hoje em dia, Alexandre Perroud é conhecido como um dos principais empresários do ramo canábico no Brasil, criador da Ultra 420, uma das principais headshops do país, pioneira no ramo de franquias e vendas online, e que recentemente também inovou lançando a Ultra Machine. Entretanto, em 1987, quando tinha apenas 19 anos, e curtia o litoral paulista surfando, ele viveu o famoso Verão da Lata e lembra com entusiasmo das histórias envolvendo o episódio.

 

Como muitos brasileiros que se depararam com as latas, Perroud estava pegando onda junto de um amigo no Morro do Maluf, na Praia de Pitangueiras, no Guarujá, quando ambos avistaram objetos prateados boiando no mar.“A gente já estava ligado nas histórias, e quando se aproximou percebemos que eram duas latas. Fomos remando até umas pedras e escondemos lá, pois nossa preocupação nem era a polícia, mas o salva-vidas que fumava um com nós”, explica, contando que retornaram mais tarde para buscá-las “A gente voltou lá de carro, com mochila, e levamos para o meu apartamento. Eu lembro que quando abri a lata deu aquele barulho de vácuo, e veio um cheiro muito forte, forte mesmo, e era uma maconha bem escura, eu lembro muito disso, que era molhada e escura, mas eu vi outras da lata que eram mais claras”, diz.

 

Já sobre a qualidade da erva, o empresário não poupa elogios, assim como grande parte das pessoas que a experimentaram. “Na época a gente fumava aquela maconha ruim, cheia de galho e semente, e daí quando chegou a maconha da lata, ela era muito forte, quase derrubava de tão forte”, brinca Perroud. “As pessoas não queriam mais voltar para aquele “chafé”, como a gente chamava a maconha ruim, então quando as latas começaram a acabar todo mundo queria comprar”, conta, lamentando que tenha dado um pouco para familiares e para amigos. Quando a sua maconha da lata estava acabando, Perroud diz que foi enganado por uma, das tantas lendas urbanas que surgiram naquele verão. “Inventaram que um pescador lá de Ubatuba tinha, e eu cheguei a ir lá duas vezes pra encontrar o cara, mas acho que ele nem existia, ninguém tinha ouvido falar”, lembra.

 

Ele recorda ainda, que na época, o usuário de maconha, não era visto pela sociedade como membro de uma tribo urbana, ou de um movimento cultural como é hoje, em que as pessoas já assumem o uso de maneira mais aberta. “Ser usuário era quase igual a ser ladrão. Na época que eu criei a Ultra, que foram anos depois, minha família e meus amigos davam risada, achavam que eu ia ser preso, porque eles não tinham tido o contato ainda com a cultura que já existia lá fora, que estava bem disseminada”, relembra Perroud que hoje é referência no ramo de negócios relacionados a cannabis. Ele é um dos palestrantes confirmados na 2º edição do Festival Ganja Talks, que acontece nos dias 29 e 30 de julho, em São Paulo, e celebra os 30 anos desse famoso verão, inclusive com um dia inteiro dedicado à discussão de negócios sobre a cannabis.

 

Imagens: Aervo O Globo; Ganja Talks; Ultra 420.

 

 

 

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