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O que sabemos sobre a cannabis?

Proibicionismo, censura, marginalização. A repressão que atravessou gerações traz, agora, consequências práticas. A realidade é que não sabemos muito sobre a cannabis, qualquer que seja o âmbito. E se você está pensando em entrar profissionalmente nesse universo agora, traga a resiliência junto com você, porque a grave falta de informação que nos rodeia torna o trabalho ainda mais desafiador. O conhecimento é adquirido basicamente na raça, fruto de um processo de aprendizado que vem da atuação no mercado. 

 

Quando falamos de dados demográficos e sobre o consumo da cannabis no Brasil, então, estamos falando em quase zero informação. As principais pesquisas sobre o mercado canábico estão focadas no mercado dos EUA, que já opera legalmente em alguns estados, além de Canadá e Europa. Para o resto, boa sorte.  

 

Por isso, uma forma de gerar dados para negócios canábicos é começar com o que você tem à mão. Analisar os dados do seu público alvo nas redes sociais e ferramentas de análise de tráfego pode ser uma boa base para você tomar algumas decisões, mesmo levando em conta as dificuldades quanto ao compartilhamento de informações sobre o tema. 

 

Uma técnica importante para quem está atuando no mercado de cannabis é usar uma estratégia muito comum no Vale do Silício, chamada Get Out of the Building, do Steve Blank. Sair do escritório e ficar frente a frente com o seu consumidor para um bate papo sincero pode ser mais efetivo do que se imagina. Apliquei essa técnica com os usuários do Who is Happy, para conhecer e entender mais sobre o meu público alvo e a relação dos usuários com o projeto. Isso me deu uma base super importante para a tomada de decisões.

 

Foi nesses encontros com os meus usuários que se quebrou um paradigma: o consumidor de cannabis não tem nenhuma relação com o que imaginamos ser o estereótipo do maconheiro. Na verdade, o que observei através dos dados e das pessoas que conheci é que uma parcela mínima é militante e abre o discurso sobre o tema. O que convencionamos chamar de “consumidor de cannabis” é um grupo vasto, que não se representa por faixa etária, renda, escolaridade, posição política ou outro padrão. Acreditar que a expressão que observamos no nosso feed é única para compreender a cannabis é o que nos leva cada dia mais longe de estabelecer uma conversa real com verdadeiros apaixonados pela cannabis – e possíveis clientes.

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