Consumo problemático de cannabis é alvo de estudo

03/10/2018

Um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisas de Recuperação do Hospital Geral de Massachussets, nos Estados Unidos, indica que pessoas que fazem uso problemático de cannabis conseguem parar antes do que aqueles que têm problemas com álcool ou outras drogas, além de recorrerem a menos fontes de assistência ou suporte tradicionais para deixar o vício. O dr. John Kelly, que liderou o estudo publicado na edição de março do International Journal of Drug Policy, destaca a importância do trabalho científico. "Muito pouco se sabe sobre a recuperação de problemas de uso de cannabis, e este é o primeiro estudo a examinar isso em uma base nacional", diz. "Em comparação com o álcool e outras drogas, a cannabis ocupa um lugar único nas políticas federais e estaduais - continuando a ser ilegal no âmbito federal, mas com uso médico e recreativo legalizado no nível estadual. Devido a esta maior disponibilidade e à proliferação de empreendimentos com fins lucrativos indústria de cannabis, a compreensão das necessidades de indivíduos com problemas de cannabis será cada vez mais importante".

 

Foram analisados os casos de pouco mais de 2 mil entrevistados que tiveram uma relação problemática com a maconha, o que representa 11% do universo de 40 mil adultos participantes. Em comparação aos que tiveram problemas com álcool e outras substâncias, os indivíduos que afirmaram ter deixado a cannabis por conta do consumo problemático o fizeram antes - enquanto a média de idade para quem larga o álcool é de 38 anos, os consumidores de cannabis deixam a substância com idade média de 29 anos.  

 

O tempo de dependência, de acordo com o estudo, também é menor aos consumidores de cannabis do que aos usuários de outras substâncias - 12 anos no primeiro e 18 no segundo caso. Além disso, cerca de 18% dos entrevistados que enfrentaram problemas com o uso da cannabis recorreram aos serviços de suporte e tratamento à dependência, contra 42% dos dependentes de outras drogas. 

 

Uma variável, porém, pode interferir nesse pressuposto. De acordo com o Dr. Kelly, as genéticas de cannabis atuais, com níveis elevados de THC (15 a 20% contra 1 a 5% há 20 anos), podem dificultar o processo de quem quer eliminar o consumo problemático da maconha. Segundo ele, "no cenário atual, com cannabis de maior potência e maior disponibilidade e variedade de produtos, é mais provável que os indivíduos precisem buscar ajuda para resolver problemas com cannabis. Agora, será importante determinar se a linha de tempo de recuperação da cannabis de alta potência será diferente e mais desafiadora".

 

 

Saiba mais em:

Massachussets General Hospital

 

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