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Papo sobre terpenos com Fernando Lopes, da Bilva Elemental

01/17/2018

 

 

O imenso feedback que o lançamento do estudo sobre terpenos trouxe ao Ganja Talks, com comentários, dúvidas e insights sobre o tema, nos levou a aprofundar a busca por informações sobre esse assunto. Terpenos terapêuticos, a influência dos compostos no consumo recreativo e as strains mais terpenadas já foram tratados em outros posts do blog. 

 

Restam, ainda, dúvidas sobre os processos de extração, o consumo, os efeitos e sua duração. Para desvendar essas questões, trocamos uma ideia com Fernando Lopes, um dos fundadores e engenheiro da Bilva Elemental, empresa canadense focada em extração de terpenos puros, que não contêm canabinóides, mas que recriam o aroma e sabor de genéticas de maconha. 

 

 

 

 

Ganja Talks - Você pode falar um pouco sobre os processos para a criação de terpenos não-canábicos que recriam os aromas de strains famosas? Quais são as principais etapas? 

 

Fernando Lopes - Em primeiro lugar, vem a escolha das fontes de terpenos que se quer extrair. Por exemplo, se quisermos isolar o cariofileno, podemos começar com o cravo, alecrim, ou ainda com o lúpulo, fontes ricas nesse terpeno. 

 

Existem três técnicas principais para a extração dos terpenos. A prensagem e destilação, onde se obtém um óleo, posteriormente destilado. A dissolução em solvente, processo no qual se depositam os botânicos em um recipiente com solvente, e com tempo, os terpenos são dissolvidos e depois separados. E, por fim, a destilação dos botânicos de maneira direta, com extração a base de vapor.  

 

Uma vez que se obtenham terpenos com alta pureza, cabe ao formulador conseguir as proporções ideais para reproduzir qualquer aroma desejado. Pode-se recorrer, por exemplo, a uma análise química da espécie de interesse como um ponto de partida.

 

 

GT - Quais as principais formas de usar terpenos? É possível usá-los como no preparo de receitas culinárias? Como aromatizador de ambientes ou tecidos? Como essência para massagens?  

 

FL - Os terpenos podem ser usados como aromatizador de ambientes, como sabor em preparações culinárias, essência de massagens, assim como remédio tópico para psoríase, inalador para aliviar asma, como aromaterapia para aliviar depressão, amenizar o refluxo estomacal, etc. A lista de terpenos inclui várias centenas, sendo que a maioria é pouco estudada em relação ao metabolismo humano. Isso, porém, está mudando e, no futuro, saberemos muito mais a respeito.

 

GT - Existe alguma contra-indicação para o uso dos terpenos?

 

FL - Sim. Existem pessoas que são sensíveis aos terpenos. Nesse caso, podem surgir sintomas como irritação da pele e congestão nasal, por exemplo.

 

GT - Há uma dosagem máxima recomendada? 

 

FL - Os terpenos são seguros em pequenas doses. Os mais estudados possuem dosagens conhecidas e são relativamente seguros em doses semelhantes das que se encontram na natureza. Porém, exitem terpenos relativamente raros, onde se pode concentrar o extrato de vários quilos de botânicos em uma fração de mililitro. 

 

GT - No caso do uso recreativo associado à cannabis, qual a duração do efeito dos terpenos? 

 

FL - O efeito dos terpenos pode variar de 15 minutos a várias horas, dependendo de como consumido e do organismo da pessoa que o consome. Em geral, se inalado, tem menor duração. 

 

GT - Qual o melhor método de preservar os terpenos?

 

FL - Em baixa temperatura e em pouco contato com ar e luz.

 

GT - Há algum terpeno exclusivo da cannabis, que não pode ser encontrado em outras fontes naturais? 

 

FL - Talvez haja, porém, as técnicas de análise dos terpenos ainda não demonstraram isso. Especula-se que haja mais de uma centena de terpenos na cannabis, e temos apenas algumas dezenas mapeados hoje.

 

GT - Há alguma informação importante sobre os terpenos que não foi colocada no estudo e que você gostaria de acrescentar? 

 

FL - A ciência da cannabis é relativamente nova, devido ao estigma de droga proibida que a planta tem. Universidades sérias se recusavam a permitir estudos canábicos no passado. Agora, temos várias novas fontes de pesquisa, com estudos que apontam a cannabis como aliada contra o câncer, para controlar a fome e atá no tratamento de osteoporose. Há muito potencial na cannabis. Da mesma forma, embora a bibliografia sobre terpenos seja extensa, estudos específicos sobre a relação entre os terpenos e o sistema endocanabinóide ainda são raros.  

 

Saiba mais em www.bilvaelemental.com.

 

Fotos: PxHere e Pixabay.  

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