Pesquisadores criam método que otimiza testes de qualidade de cannabis

05/24/2018

A futura legalização da maconha no Canadá tem agitado as coisas por lá. Enquanto empreendedores investem em entender o novo mercado consumidor, o governo não poupa esforços no investimento em pesquisas que ajudem a estabelecer uma regulamentação baseada em dados empíricos - no início do ano, anunciou o investimento de 1.4 milhão de dólares em quatorze projetos de pesquisa, em parceria com hospitais e universidades, sobre os efeitos da legalização da maconha recreativa no país. Nesse contexto, iniciativas públicas e privadas unem esforços para desvendar questões essenciais que chegam com a liberação da maconha - entre elas, a potência e qualidade dos produtos.

 

Pesquisadores do campus da Universidade de British Columbia em Okanagan desenvolveram um novo método para medir os canabinóides - principais moléculas bioativas da planta - que promete entregar informações mais rápidas, seguras e precisas aos produtores, reguladores e consumidores de cannabis. "Há uma demanda crescente em laboratórios de testes de cultivadores de cannabis licenciados nos EUA e Canadá que estão sob pressão para realizar testes de potência em quantidades cada vez maiores de produtos", afirma Matthew Noestheden, estudante de química que lidera o estudo publicado na revista Phytochemical Analysis. "Testes tradicionais podem levar mais de 20 minutos para serem realizados, e agora podemos fazê-lo em menos de sete. Economizará muito tempo e dinheiro para produtores com enormes estufas cheias de milhares de amostras que precisam de testes".

 

Além da agilidade, o método desenvolvido por Noestheden permite que se testem inúmeras variantes de canabinóides (são mais de 100 já descobertos na planta), ampliando o conhecimento sobre como cada composto pode influenciar na potência dos efeitos de determinada genética. "Testamos o dobro de fitoacanabinóides em comparação com o que a maioria dos laboratórios está testando agora, e mais de duas vezes mais rápido", afirma ele. "Limitamos nossos testes a onze variantes, porque estes eram os únicos disponíveis comercialmente na época. Poderíamos testar facilmente cinquenta ou mesmo todas as cem variantes, incluindo alguns canabinóides sintéticos que podem ser adicionados aos produtos para aumentar a potência".

 

O método foi projetado para ser lançado em laboratórios ao redor do mundo. Com o laboratório de teste de cannabis Supra Research and Development como parceiro industrial deste estudo, Noestheden espera que seu novo método possa ajudar pesquisadores a relacionar a variação de canabinóides com os efeitos farmacológicos de vários produtos derivados de cannabis. "É uma solução elegante porque qualquer laboratório de testes de cannabis com a instrumentação apropriada deve ser capaz de adotar o novo método com investimento adicional mínimo, tornando todo o processo mais barato e mais rápido".

 

Saiba mais em:

 

Phys 

Universidade de British Columbia

 

 

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