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O dia de um ganjapreneur

São 9h e acendo meu primeiro beck do dia. Uma xícara de café na mão e uma sativa que levanta o astral são o segredo para uma manhã produtiva e cheia de compromissos. A primeira reunião, às 10h, acontece em um dab lounge, com sessions que estimulam a troca de ideias e a reciprocidade com meus parceiros de negócios. Os terpenos mantêm a brisa pela tarde, período em que, quando posso, pauso o trabalho para cuidar de mim. Quando a noite chega, é hora de criar – é quando sinto que estou mais ativo e alerta para produzir. As microdoses são perfeitas para momentos como esse, em que posso controlar o boost e modular a intensidade da brisa que quero sentir. E, para fechar a noite, que já é quase um novo dia, uma indica com poderes sedativos e relaxantes alivia a tensão e traz o sono tranquilo.

 

A cena pode parecer distante, ou até romantizada, mas é parte do meu cotidiano – e de muitos ganjapreneurs por aí, sobretudo em países onde o mercado de cannabis está se estabelecendo. O cotidiano do empreendedor canábico, que vivi em cidades como Boulder, no Colorado, e Vancouver, no Canadá, tem suas peculiaridades, como cafés da manhã de negócios acompanhados de edibles, reuniões movidas a live resin, brainstorms terpenados, festas com serviço de budtender e acesso a todas as novidades desse universo.

 

 

 

Sonho, né? Mas, deixo registrado desde já: minha vida profissional está longe de ser perfeita. Trabalho é trabalho. E o trampo de um ganjapreneur, por mais incrível que seja, vem com os desafios e responsabilidades de qualquer outro negócio. No cenário brasileiro, então, onde pequenos empreendedores de qualquer natureza já sofrem, os obstáculos são tantos que nos fazem até duvidar do caminho.

 

O fato é que a maconha é tão intrínseca na minha rotina profissional que me permite encontrar uma sintonia fina entre prazer e trabalho – difícil de equilibrar, mas libertadora. A oportunidade de consumir cannabis sem ser julgado profissionalmente, sem ter a competência questionada, é um grande passo para a normalização da maconha também no ambiente de negócios.

 

 

No Brasil, o estigma de que produtividade, profissionalismo e seriedade não combinam com cannabis ainda é real. O que já vi de galera de agência, jovem, super cool, perplexa quando apresentada a um baseado durante uma reunião de um projeto canábico... Como se aquele baseado fosse prejudicar nossa capacidade de produzir, como se ele definisse quem somos enquanto profissionais.

 

Já vi que é possível, sim, encontrar um novo modelo de empreendedorismo canábico, que dá aos profissionais a liberdade de unir paixão e trabalho sem deixar de lado obrigações e responsabilidades. Um formato focado no bem-estar, que não mede um profissional pelo período ou local de trabalho, que valoriza o ócio criativo, que respeita as individualidades. Se o futuro da cannabis é feito de pessoas que decidiram se aventurar nesse mercado, a oportunidade de construir um modelo mais humano, consciente e colaborativo está em nossas mãos.

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